domingo, 15 de maio de 2011

Em Fortaleza, apenas 2.600 alunos com necessidades especiais estão matriculados nas 461 escolas públicas

Palestras, seminários, congressos e debates, na teoria, a sociedade é ciente das dificuldades quando o assunto é inclusão de pessoas com deficiência nas escolas. Para se ter uma ideia da realidade, segundo dados do Senso Escolar 2010, dos 707 mil 251 estudantes matriculados na rede estadual e municipal de ensino do Ceará, incluindo Capital e Interior, apenas 24 mil 435 são crianças e jovens com deficiência, o que representa apenas 3,46% do total de alunos.

Na manhã de ontem, 10 de maio de 2011 o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com deficiência do Estado do Ceará (Cedef), vinculado a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus), promoveu, evento para debater a proposta de educação inclusiva baseando-se na Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência. O objetivo do encontro com mais de 60 entidades, foi realizar um diagnóstico da realidade atual no Ceará para implementar novas práticas na área da educação inclusiva.

Pesquisa

Atualmente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ceará está entre os cinco estados do País com maior ocorrência de pessoas com deficiência (17,34% da população) e Fortaleza possui 292 mil pessoas, destes, apenas 2.600 estão matriculados na rede municipal de ensino. Mas, muitas vezes, as dificuldades de inclusão começam dentro de casa.

O estudante Tiago Márcio Sales, 25 anos, aos 17, sofreu um acidente grave de moto e depois de 29 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ficou com o lado esquerdo do corpo paralisado.

Mesmo sofrendo preconceito por parte de sua família, que não acreditava que ele poderia ser incluido novamente na sociedade, Sales voltou a estudar, concluiu o ensino Médio em uma classe regular de uma escola municipal e fez cursos de extensão na área da engenharia elétrica. Hoje, faz parte de movimentos à favor da inclusão de pessoas com deficiência na escola. "Eu nunca desisti de mim mesmo, pois apesar de todas as dificuldades, barreiras físicas e sociais, eu acreditei da minha capacidade. A política de inclusão é essência para o desenvolvimento da aprendizagem da pessoa com deficiência", ressalta.

Para Antônio Alves Ferreira, presidente do Cedef, a educação inclusiva é fundamental, contudo tão importante quanto, é sair do alvo teórico das discussões e ir para a prática. "Estamos reunidos não somente para debater, mas para procurar soluções e estabelecer metas", garante.

Da mesma opinião partilha a defensora pública Amália Rocha, assessora do gabinete da secretária da Justiça. Conforme ela, a palavra de ordem da Secretaria é efetividade. "Exercer o direito da pessoa com deficiência não é fácil, nem rápido, mas é uma luta constante e só se conquista no exercício do dia a dia. Momentos como esse são importantes para esclarecer dúvidas e pensar em estratégias", afirma. Amália Rocha.

DIREITOS
Secretarias se unem a favor da inclusão

Salas com recursos multifuncionais, livros em braile, cadeiras especiais, equipamentos auditivos. Sonho? Não, realidade. As secretarias da Educação do Ceará (Seduc), Municipal de Educação (SME) e a Universidade Federal do Ceará (UFC) estão realizando ações efetivas para garantir os direitos educacionais das pessoas com deficiência.

No ano passado, a Seduc criou o Centro de Atendimento Educacional Especializado do Estado do Ceará (Creaece). A unidade educacional, que funciona no prédio do Instituto de Educação do Ceará, reúne todas os serviços de apoio as diversas áreas de educação especial.

Segundo Gewada Weyne Linhares, assessora técnica da Coordenação de Diversidade e Inclusão da Seduc, o objetivo do Centro de Atendimento é gerar, socializar e aplicar o desenvolvimento de suas ações em todo o Estado, através do atendimento educacional especializado, da produção de material didático/pedagógico, apoio pedagógico específico e a formação de professores, pais e alunos.

Ainda de acordo com ela, até o fim de 2011, o Centro de Atendimento pretende capacitar mais de 8 mil pessoas da Capital e do Interior do Estado. "O Creaece foi implantado para constituir numa ação política pública integrada, em todas as esferas administrativas governamental, contando com a parceria das instituições públicas e privadas e a comunidade".

Uma outra ação realizada, que está sendo realizada pela SME em parceria com a Seduc e a UFC, é o Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais, apoio à oferta de Atendimento Educacional Especializado (AEE). As salas disponibilizam mobiliários, materiais didático-pedagógicos, equipamentos de informática e outros recursos de acessibilidade.

Na rede estadual de ensino 200 escolas possuem esse recuso e na rede municipal já são 166 instituições. Segundo Rita Vieira, professora da Faculdade de Educação da UFC e coordenadora do curso de Formação de Professores em AEE, somente este ano, cerca de 3.500 professores da rede estadual e municipal de ensino estão sendo capacitados para atuarem nas Salas de Recursos Multifuncionais.

"A ideia é que as crianças e jovens com deficiência possam desenvolver suas capacidades cognitivas e motoras com recursos especiais durante o contra turno da escola. Assim, é possível eliminar várias barreiras de aprendizagens", ressalta a professora da UFC.

KARLA CAMILA
ESPECIAL PARA CIDADE

segunda-feira, 2 de maio de 2011

DOMINGOS TIMBÓ CONVERSA COM ROMARIO SOBRE INCLUSÃO.

 Domingos Timbo conversou com Romario sobre processo de inclusão das crianças com Síndrome de Down no Ensino Regular.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pais cobram capacitação de escolas para receber crianças com Down

A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Ceará promoveu na, tarde desta terça-feira (22/03), no Complexo das Comissões da Casa, audiência publica onde se discutiu a situação das crianças cearenses com síndrome de Down e sua inclusão social.
A responsável pelo debate e presidente da Comissão, deputada Rachel Marques (PT), lembrou que o propósito do encontro era discutir alternativas para a formação de uma sociedade mais igualitária.
“Avançamos no fato de que essas pessoas hoje não são mais vistas como doentes, mas, ao mesmo tempo, escolas continuam despreparadas, prejudicando no crescimento autônomo desses jovens”, atentou Rachel.
Presente ao evento, a deputada Bethrose (PRP) levantou a questão das escolas que estão barrando a matricula de alunos com deficiência. “Lutamos por uma educação de qualidade para todos, sem restrições. Mas, algumas escolas particulares além de rejeitar matrículas, muitas vezes cobram mais caro para receber alunos com qualquer tipo de deficiência”, denuncia a parlamentar.
A deputada Patrícia Saboya (PDT) também compareceu ao evento, e destacou a dificuldade dos pais de jovens com síndrome de Down para conseguir educação de qualidade e tratamento especial. “Essas famílias superam desafios todos os dias na busca de uma vida normal para seus filhos. Por isso a necessidade das escolas se capacitarem, pois não se trata de um favor, é uma obrigação”, salientou Patrícia.
Representando as associações de síndrome de Down, o vice-presidente da região nordeste da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, Domingos Sávio Tavares, afirmou que as instituições de ensino particular agem pensando no dinheiro e não por consciência social. “Nossa regressão foi enorme, pois pequenas escolas que recebiam nossas crianças foram compradas pelas grandes instituições que não desenvolvem o mesmo trabalho, e se o fazem, cobram 80% a mais na mensalidade”, relatou ele.
A integrante da Comissão de Elaboração de Políticas Públicas para os Deficientes da Secretaria de Direitos Humanos da Prefeitura de Fortaleza e aluna da Apae, Mariana Cavalcante, se pronunciou em nome dos jovens com síndrome de Down e garantiu que, se tiverem as mesmas oportunidades, eles podem ir muito além do que a sociedade julga.
“Minha mãe trabalhou para que eu tivesse uma vida normal, o que falta é a pessoas abrirem a cabeça para essa inclusão. Por mais rejeitados que somos em todo o mundo, nossa militância é forte”, garantiu Mariana.
Compareceram à audiência também o deputado Julio César Filho (PTN), a representante da Secretaria de Educação do Estado e técnica em educação especial, Nara Lúcia dos Santos; o representante da Secretaria de Educação de Fortaleza, professor Arlindo Araújo; o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio Alves Ferreira, entre outros.
LA/CG

sexta-feira, 25 de março de 2011

Comissão cobra capacitação de escolas para receber crianças com Down

A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Ceará promoveu na, tarde desta terça-feira (22/03), no Complexo das Comissões da Casa, audiência publica onde se discutiu a situação das crianças cearenses com síndrome de Down e sua inclusão social.
A responsável pelo debate e presidente da Comissão, deputada Rachel Marques (PT), lembrou que o propósito do encontro era discutir alternativas para a formação de uma sociedade mais igualitária.
“Avançamos no fato de que essas pessoas hoje não são mais vistas como doentes, mas, ao mesmo tempo, escolas continuam despreparadas, prejudicando no crescimento autônomo desses jovens”, atentou Rachel.
Presente ao evento, a deputada Bethrose (PRP) levantou a questão das escolas que estão barrando a matricula de alunos com deficiência. “Lutamos por uma educação de qualidade para todos, sem restrições. Mas, algumas escolas particulares além de rejeitar matrículas, muitas vezes cobram mais caro para receber alunos com qualquer tipo de deficiência”, denuncia a parlamentar.
A deputada Patrícia Saboya (PDT) também compareceu ao evento, e destacou a dificuldade dos pais de jovens com síndrome de Down para conseguir educação de qualidade e tratamento especial. “Essas famílias superam desafios todos os dias na busca de uma vida normal para seus filhos. Por isso a necessidade das escolas se capacitarem, pois não se trata de um favor, é uma obrigação”, salientou Patrícia.

Representando as associações de síndrome de Down, o vice-presidente da região nordeste da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, Domingos Sávio Tavares, afirmou que as instituições de ensino particular agem pensando no dinheiro e não por consciência social. “Nossa regressão foi enorme, pois pequenas escolas que recebiam nossas crianças foram compradas pelas grandes instituições que não desenvolvem o mesmo trabalho, e se o fazem, cobram 80% a mais na mensalidade”, relatou ele.

A integrante da Comissão de Elaboração de Políticas Públicas para os Deficientes da Secretaria de Direitos Humanos da Prefeitura de Fortaleza e aluna da Apae, Mariana Cavalcante, se pronunciou em nome dos jovens com síndrome de Down e garantiu que, se tiverem as mesmas oportunidades, eles podem ir muito além do que a sociedade julga.
“Minha mãe trabalhou para que eu tivesse uma vida normal, o que falta é a pessoas abrirem a cabeça para essa inclusão. Por mais rejeitados que somos em todo o mundo, nossa militância é forte”, garantiu Mariana.
Compareceram à audiência também o deputado Julio César Filho (PTN), a representante da Secretaria de Educação do Estado e técnica em educação especial, Nara Lúcia dos Santos; o representante da Secretaria de Educação de Fortaleza, professor Arlindo Araújo; o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio Alves Ferreira, entre outros.
LA/CG

Audiência pública vai debater situação de crianças com síndrome de Down

A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, por iniciativa da deputada Rachel Marques (PT), vai realizar nesta terça-feira, 22, audiência pública para debater a situação das crianças com síndrome de Down no Ceará. O evento é alusivo ao Dia Internacional da Síndrome de Down, que transcorre nesta segunda-feira, 21.

Foram convidados para a audiência pública a secretária estadual de Educação, Izolda Cela; a secretária municipal de Educação, Ana Maria de Carvalho Fontenele; o presidente do Conselho Estadual de Educação, Edgar Linhares, o presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antônio Alves Ferreira; a presidente da Associação Inclusiva de Fortaleza, Penha Alencar; o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino, Airton de Almeida Oliveira e Mariana Cavalcante Ferreira, da Comissão de Elaboração das Políticas Públicas para os Deficientes.

Em todo o mundo, os eventos realizados em alusão ao Dia Internacional da Síndrome de Down têm por objetivo sensibilizar a população sobre as dificuldades enfrentadas pelas pessoas que são acometidas pela síndrome. 

sábado, 4 de dezembro de 2010

Eleição da nova Diretoria Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down


Nos dias 26 e 27 de novembro, Domingos Timbó representando a ASSOCIAÇÃO EXISTIR, participou em Brasília da Eleição da nova Diretoria da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down. Compareceram os representantes das Entidades Federativas de todos os Estados e do Distrito Federal.
Destaco a palestra que assistimos realizada por Glória Maria Moreira Salles (Carpe Diem). Vale ressaltar que a atual diretoria executiva da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, avançou e descentralizou, possibilitando assim maior participação com todos os estados em torno das ações.
Gostaria de parabenizar, em meu nome e da ASSOCIAÇÃO EXISTIR a Lourdes, Sr. Colares, Madalena, Claudia, especial agradecimento ao Sr. Collares a quem desenvolveu a abertura e que conduziu muito bem todo o trabalho.
Enfim toda diretoria FBASD eleita para o novo biênio, agradecer a todos o apoio recebido, pelo gesto de carinho, atenção e delicadeza que recebi, percebo quanto algumas pessoas são especiais na forma de ser e como são bem-vindas as suas ações.
Agradeço a confiança e o privilégio na indicação de meu nome para ocupar o cargo de vice presidente da região nordeste.

PARABÉNS PARA TODOS NÓS !!!!

Quando todos caminham juntos, podemos ir mais longe.
Domingos Timbó – Associação EXISTIR

 Diretoria da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Inserção de crianças com Síndrome de Down em escolas regulares.

A inserção de crianças com Síndrome de Down em escolas regulares continua sendo um grande desafio. E não só para as próprias crianças especiais, como também para todas as pessoas que participam ativamente desse ambiente. A falta de capacitação de profissionais, a discriminação e o desconhecimento por parte de outros alunos são fatores que dificultam cada vez mais a adaptação das crianças na sala de aula.

Com o intuito de garantir a inclusão de crianças de sete a 14 anos com deficiências físicas e intelectuais, foi criado em 25 de agosto de 2006 um acordo que realça a educação inclusiva como direito de todos. No entanto, o direito à educação se tornou obrigatório e para alguns pais de crianças portadoras de alguma necessidade especial, a lei promove a inclusão, mas não a integração.
Essa resolução é um esforço para que haja inclusão, mas é importante respeitar a vontade e direito da pessoa. Por mais que tenha anos que essa lei exista ainda não funciona, pois tem que ser estudada uma forma de realizar a inclusão em médio prazo, para que não haja traumas. E, se em países desenvolvidos, como o Canadá - em que tal lei demorou a ser desenvolvida na prática -, aqui no Brasil não será diferente. Isto é, em países em desenvolvimento a implantação da lei demora cerca de dez anos. Talvez essa lei funcione para crianças que tenham deficiência física, mas intelectual é extremamente difícil. Os alunos que são portadores de qualquer tipo de deficiência necessitam de cuidados extras para que a educação seja de fato concebida. Especialmente quando se diz respeito às crianças que tenham deficiência intelectual. O ensino tem que ser qualitativo, pois caso contrário a alfabetização se torna extremamente difícil.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Todas as crianças são muito especiais, mas algumas precisam de um apoio,

Todas as crianças são muito especiais, mas algumas precisam de um apoio, de um olhar, de uma atenção especial, de um acompanhamento e acima de tudo muito carinho.É sobre estas crianças que vamos tentar falar um pouco e chamar sua atenção. A criança com necessidades especiais, além do direito, tem a necessidade de cursar uma escola normal, de ser tratada com muito carinho e respeito por todos nós. 




Dizem que Dona Felicidade mora longe dos sonhadores, mas não é verdade não! Dona Felicidade mora sempre onde colocamos os nossos sonhos. Uns, colocam seus sonhos em lugares muito altos, imaginam que ser feliz é possuir tudo, outros, já calejados pela vida e pelas lutas do dia a dia, aprenderam a colocar seus sonhos em lugares próximos, buscando realizar apenas um sonho de cada vez.Dona Felicidade, ao contrário do que dizem as más línguas, não é exigente, não é “madame esnobe” que se esconde do povo, pelo contrário, Dona Felicidade é simples e muito humilde, é tão simples e tão humilde que as vezes está bem na nossa cara e não a enxergamos.
Quantas pessoas passam uma vida inteira procurando por ela e ela está bem na frente de seus narizes. Mas, tem uma coisa, Dona Felicidade exige que cada pessoa que deseja realmente encontrá-la, vá pessoalmente procurá-la, aí daqueles que entregam a sua felicidade na mão dos outros, aí daqueles que esperam que outras pessoas venham trazer a felicidade para suas vidas.
Pobre daqueles que investem as suas vidas em tentar mudar alguém, em consertar uma pessoa, em julgar outras… Dona Felicidade está sentada à sua frente, está pertinho de você, basta enxergar a vida com a lente da simplicidade, dar o primeiro sorriso (afinal Dona Felicidade é muito alegre), dar o primeiro passo para se libertar de qualquer tipo de escravidão (Dona Felicidade é a própria liberdade), parar de ser a vítima infeliz (Dona Felicidade não acredita em vítimas, acredita em ação e reação).

Por fim, Dona Felicidade manda um recado para você que por qualquer motivo esteja sofrendo, esteja triste, desanimado da vida “o tempo é o melhor remédio e melhor conselheiro” para qualquer situação, não julgue, deixe o tempo trazer a resposta.
Enquanto isso, lute pela sua felicidade, lembre-se que você é a parte mais importante de sua vida e muito importante para a própria vida.

DOMINGOS TIMBÓ e sua mulher, Eurenice, participou do Seminário de Educação Inclusiva: alunos com Síndrome de Down na escola comum, realizado em Brasília, pela FBASD.

Eurenice Farias (Associação Inclusiva de Fortaleza -EXISTIR),Cláudia Werneck (Escola da Gente),Domingos Timbo ( Associação Inclusiva de Fortaleza -Existir)
Claudia Grabois, presidente da FBASD, Domingos Timbó, Existir, Eurenice Farias, Associação Inclusiva de Fortaleza, ANTONIO CARLOS SESTARO - CONADE.

Claudia Werneck Autora de dezenas de livros sobre inclusão, publicados no Brasil e no exterior, a jornalista se destaca por várias atividades, entre elas consultoria em acessibilidade e a direção da ONG-Escola da Gente “Cláudia Werneck – Comunicação em Inclusão”, organização que forma jovens e, não apenas discute a qualificação da mídia, como contempla todas as formas de comunicação humana. A Escola de Gente se propõe a formar uma nova geração de adultos, disseminando conteúdos de inclusão entre jovens com idade dos 15 aos 29 anos, trabalho que se multiplica atualmente por toda a América Latina.Para a jornalista, envolvida com o tema “inclusão” muito antes dele ganhar a projeção atual, o processo de respeito aos direitos humanos, de inclusão em si, ainda é lento, se comparado, por exemplo aos rápidos avanços da tecnologia, mais valorizados e considerados fundamentais pela sociedade atual.

Ministro adjunto da SEDH-PR, Dr. Rogério Sottili; Domingos Sávio Tavares Timbó -Associação Inclusiva, assina em Brasília a Carta de compromisso em homenagem ao primeiro aniversário da ratificação da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência.

Mais de 60 ativistas entre eles 37 representantes de associações de síndrome de down, que estiveram presentes no encontro promovido pela Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down com apoio da SEESP assinam a “Carta de compromisso em homenagem ao primeiro aniversário da ratificação da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência”, e levam para suas cidades e Estados o compromisso de divulgar, com acessibilidade,pressionar e acompanhar a efetivação imediata de todos os direitos previstos na Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e seu Protocolo Facultativo.A Carta foi apresentada pela Relações Públicas da FBASD Beatriz Paiva.
Carta de Compromisso em Homenagem ao Primeiro Aniversário de Ratificação.
Nós, participantes do Encontro de Formação para Educação Inclusiva: Alunos com Síndrome de Down na Escola Comum, realizado nos dias 9 e 10 de julho de 2009, pela Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, com apoio do MEC/SEESP, na cidade de Brasília – DF, declaramos que:
Nos comprometemos a divulgar, com acessibilidade, pressionar e acompanhar a efetivação imediata de todos os direitos previstos na Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e seu Protocolo Facultativo (Decreto Legislativo nº 186/2008), para que a deficiência seja compreendida como uma característica da diversidade humana e a partir do contexto da comunidade em que vivemos.
Para tal, enfatizamos que a educação, na perspectiva da inclusão, deve ser entendida dentro do modelo social que valoriza capacidades e habilidades dos educandos, com e sem deficiência e tem como função romper com a lógica da exclusão, por meio do acesso, permanência e participação de todos, com atendimento educacional especializado, quando necessário, de acordo com o artigo 24 da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e o Decreto nº 6.571/2008.
Reafirmamos que as pessoas com deficiência devem participar de todas as ações, com equiparação de oportunidades, para que sua plena capacidade legal seja respeitada, garantindo-se os apoios e as salvaguardas específicas, como pressupostos para alcançarmos um mundo justo e inclusivo.
Sabemos que para isso, o exercício do controle social deve ser uma prática cotidiana e nos comprometemos a exercê-lo e estimular que os demais cidadãos brasileiros também o façam para que os instrumentos previstos no primeiro tratado de direitos humanos, ratificado em nosso país com equivalência de emenda constitucional, sejam efetivamente aplicados.
Parafraseando Gandhi, devemos nos transformar na mudança que queremos ver no mundo.
Brasília, 10 de julho de 2009.

DOMINGOS TIMBÓ participa de audiência publica, para tratar da inclusão de pessoas com síndrome de Down NO ESTADO DO CEARÁ .

Domingos Timbó representante da Associação Inclusiva de Fortaleza – Existir, lembrou que a mais de 10 anos existe a inclusão, e que segundo ele já é tempo suficiente para as escolas se adaptarem as crianças especiais. Domingos que tem uma filha de nove anos com a síndrome de Down, disse que as políticas de governo devem ser votadas também para os pais, pois são eles que começam desde criança a inclusão de seus filhos. “Hoje, comemoramos o dia dos nossos filhos, e também os 50 anos da Trissomia 21, muito já avançamos, mas, ter mais conquistas depende do tratamento precoce, e o preparo do professor para atender nossas crianças é uma condição para a existência da escola. Não são os nossos filhos que tem que se adaptar a escola, é a instituição e os profissionais dela que tem que estar preparados para recebê-los”, afirmou Domingos.

NA VIDA NAO ENCONTRAMOS LIMITES, BARREIRAS, OBSTACULOS SE TEMOS AMOR.

Mensagem de uma amiga enviada para  Domingos Timbó e Eurenice.


Vocês foram escolhidos por Deus pra ajudarem o mundo a ser melhor.... Vocês conseguiram fazer algo que muitos buscam a vida inteira pra consegui...Hoje ao ver a Marina fiquei feliz e vi que o esforço mutuo não foi em vão....O sucesso é mérito de vocês que com muita paciência, dedicação, souberam enfrentar o preconceito e as dificuldades....Tem pessoas que precisam ter um carro novo, uma casa bonita, uma conta cheia de dinheiro pra ser importante, pra brilhar., mas vocês com apenas carinho, dedicação, paciência vocês conseguiram brilhar, serem importantes....O sucesso da Marina é dedicado a vocês. A você Eurenice o mérito é maior, pois você soube renunciar um tempo da sua vida pra dedicar a Marina e esta vitória é sua, que ao longo do tratamento soube compreender os choros provocados, as broncas, as cobranças, á você o meu reconhecimento pela tua dedicação, teu amor...NA VIDA NAO ENCONTRAMOS LIMITES, BARREIRAS, OBSTACULOS SE TEMOS AMOR, CARINHO, AMIZADE E ISTO MARINA VOCÊ TEM DE SOBRA, VOCÊ TEM UNS PAIS MARAVILHOSOS QUE SEMPRE ACREDITARAM NO SEU POTENCIAL..NA TUA CAPACIDADE..E VC MARINA É UMA ESTRELINHA QUE DEUS PRESENTEOU PRA BRILHAR NA VIDA COM TEU CARINHO, COM TEU SORRISSO, COM TEU CARISMA. E MAIS UMA VEZ EU AGRADEÇO A OPORTUNIDADE QUE VOCÊS ME DERAM DE PODER COMPARTILHAR DESTE SUCESSO, DESTA ALEGRIA..... O SUCESSO É DE VOCÊS....CONTINUEM SEMPRE BRILHANDO, ILUMINANDO O CAMINHO DAS PESSOAS QUE AO LONGO DESTA JORNADA VOCÊS CONHECERAM .....OBRIGADA !!!!PELA CONFIANÇA , PELO CARINHO E PELA AMIZADE QUE FICOU AO LONGO DO CAMINHO .......DESEJO A VOCÊS TODO O SUCESSO .....UMA BATALHA JÁ FOI VENCIDA OUTRAS SURGIRAO MAS COM CERTEZA VOCÊS JA ESTAO COM A MAIS PODEROSA ARMA PRA VENCER A BATALHA .... VOCÊS TEM AMOR!!!!!!MUITO AMOR!!!!SUCESSOS FUTUROS....

DOMINGOS TIMBÓ participa de audiência publica, para tratar da SITUAÇÃO DE CRIANÇAS CEARENSES COM SÍNDROME DE DOWN NO ESTADO DO CEARÁ" em comemoração ao dia Internacional da SÍNDROME DE DOWN.



O objetivo dessa comemoração é promover a conscientização e o esclarecimento sobre a síndrome e assuntos relacionados, bem como o apoio e o reconhecimento da dignidade, dos direitos e do bem-estar das pessoas com Síndrome de Down.

Pais lutam pela inclusão social.

 http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=520763

Diversas associações de pessoas com síndrome de Down compareceram hoje (06) na sessão solene realizada pela Câmara Federal em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome, comemorado oficialmente no dia 21 de março. Representando a Associação EXISTIR Síndrome de Down de Fortaleza, Domingos Sávio Tavares Timbó.

Domingos Sávio Tavares Timbó, Presidente da Federação Brasileira das Associações de Síndrome Claudia Grabois, Deputado federal Paulo Pimenta .

quarta-feira, 7 de abril de 2010 Brasília – Diversas associações de pessoas com síndrome de Down compareceram hoje (06) na sessão solene realizada pela Câmara Federal em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome, comemorado oficialmente no dia 21 de março. O consenso entre os participantes é que ainda predomina a falta de oportunidades e a discriminação para estas pessoas.

O judoca, carioca, Breno Viola, 30 anos, é uma das pessoas que quer conquistar seus direitos. “Precisamos mostrar o talento das pessoas com deficiência. Chega! A gente precisa acabar com este preconceito. A legislação brasileira tem que sair do papel. Todo o deficiente merece estar em escola pública e ser cidadão”
Fernanda Honoratto: uma lição de vida. Sendo entrevistada por Jô Soares, conta sua história de como vence o preconceito. Única repórter do mundo com de síndrome de down, Fernanda Honorato impressiona pela dedicação e inteligência

http://www.youtube.com/watch?v=KSovq_5NlaM
O professor de educação física, Humberto Suassuna, 30 anos, também tem síndrome de Down. Ele é personal trainer e dá aula de natação em Recife, mas garante que o preconceito é grande. “O acesso ao mercado de trabalho ainda é difícil para quem tem síndrome de Down”, relata.

Secretária do Ministério da Educação, Cláudia Dutra

Secretária de Educação Especial do MEC, Claudia Dutra, parabenizou o trabalho realizado pela FBASD que, segundo ela, “tem sido uma parceira nessa caminhada de conscientização dos direitos de cidadania, de mudança na concepção de currículo, da organização da escola para atender a todos os alunos”.


Deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), Autor do requerimento, o deputado Paulo Pimenta lembrou que o Dia Internacional da Síndrome de Down tem contribuído, ao longo dos anos, para a reflexão da sociedade sobre o histórico de exclusão das pessoas, conduzindo ao questionamento das diferentes formas de discriminação nos espaços sociais e, principalmente, da negação de seus direitos fundamentais.
O professor de educação física, Humberto Suassuna, 30 anos, também tem síndrome de Down. Ele é personal trainer e dá aula de natação em Recife, mas garante que o preconceito é grande. “O acesso ao mercado de trabalho ainda é difícil para quem tem síndrome de Down”, relata.