sábado, 7 de julho de 2012

Pela acessibilidade e inclusão social


DOMINGOS TIMBÓ, Nº 20190:
 Pela acessibilidade e inclusão social
       Sou Domingos Timbó e gostaria de lhe contar um pouco da minha história, dos meus objetivos de vida e ou que eles estão alicerçados. Nasci em Nova Russas, sou advogado por formação, sou funcionário público, trabalhando no órgão PROCON ligado a comissão de defesa do consumidor.
      Filho de João Ivan Timbó Rodrigues e Antônia Leonília Tavares Timbó, tenho oito irmãos, sou casado com Eurenice e pai de três filhos: Marina Maria(SD), com 13 anos; e Mariana, com 18 anos; e Matheus com 2 anos.
       Minha vida é marcada pela seriedade e atitude de servir ao próximo. Venho fundamentando meus objetivos de vida no trabalho que realizo há dez anos, quando idealizei com pais de crianças especiais e fundamos há sete anos e sete meses Associação Inclusiva de Fortaleza - EXISTIR,( sindromededownexistir.blogspot.com) voltada ao atendimento de crianças com SÍNDROME DE DOWN. Conheço bem as necessidades das famílias que são presenteadas por Deus com pessoas tão especiais em seu seio familiar. Minha filha, Marina Maria tem Síndrome de Down. Minha vida, junto a minha esposa foi transformada por Deus desde o momento em que conhecemos Marina Maria, nossa filha querida, uma menina especial, alegre e amável.
          Sou candidato a Vereador, e na Câmara pretendo contribuir para otimização das leis existentes que beneficiam e que colaborem para o bem-estar e desenvolvimento das pessoas com Necessidade Especiais. Precisamos sensibilizar e movimentar toda a sociedade, mostrando que a diversidade é importante. A inclusão permite a construção de uma sociedade mais solidária, mais sensível com as dificuldades alheias. Quando falamos da inclusão como uma via de mão dupla, acredito que o maior ganho seja o nosso, em conviver com as pessoas com deficiência, aprendendo que a vida está além da aparência, que toda dificuldade pode ser superada quando deixamos o "pré-conceito" e permitimos que a inclusão inicie primeira dentro de nós.
AÇÕES PARLAMENTARES A SEREM DESENVOLVIDAS POR MIM,
DOMINGOS TIMBÓ, Nº 20190:
-Instituir o Programa Municipal de Cadastro de Identificação da pessoa com deficiência motora e intelectual.  Através do cadastro será possível descobrir quem são, e onde estão. Após detectar a demanda existente, poderemos desenvolver mais políticas públicas voltadas a essas pessoas e melhor administrar as já existentes.
-Criar Projeto de lei instituindo a Coordenadoria de Acessibilidade no município de Fortaleza, em que técnicos analisem os problemas cotidianos.
-Acompanhar, avaliar e fomentar planos, projetos e programas voltados ao desenvolvimento social e educacional, e ao lazer das pessoas com deficiência.
-Fortalecer e apoiar ações voltadas aos movimentos associativos das pessoas com deficiência.
-Mobilizar os municípios da região metropolitana para apoiarem para-atletas em eventos esportivos.
-Desenvolver ações de conscientização da sociedade quanto aos fins e meios necessários à educação, habilitação ou reabilitação e integração social igualitária dos deficientes.
-Instituir para o município, institui sistema de bolsas de estudo para estudantes de nível superior com deficiência e com insuficiência de recurso.
-Adotar providências que se fizerem necessárias, visando ao estabelecimento da redução de 50% da carga horária dos servidores públicos do município que tenham filhos com deficiência.
-Criar um programa de geração de empregos a pessoas com deficiência física e intelectual e dar outras providências.
-Dispor sobre a preferência na aquisição de unidades populares, para pessoas com  deficiência física permanente e intelectual.
-Reservar as pessoas com deficiência visual vagas para o trabalho em câmaras escuras do serviço de radiologia, nos hospitais.

O que temos a perder com a inclusão? Talvez seja esta a única possibilidade de reverter a atual situação, contribuindo para que as próximas gerações possam reconstruir os Direitos Humanos, aceitando que a diversidade é tão importante quanto necessária. Por esta razão, venho através deste escrito pedir humildemente àqueles que puderem, que VOTAR 20190 pela acessibilidade e inclusão social.
Se você desejar conhecer um pouco mais os objetivos:
Email domingostimbo@gmail20190.com        BLOG:  domingostimbo.blogspot.com Tel. 88668596

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Defendo a inclusão, pois precisamos sensibilizar e movimentar toda a sociedade, mostrando que a diversidade é importante.

 

Defendo a inclusão, pois precisamos sensibilizar e movimentar toda a sociedade, mostrando que a diversidade é importante. A inclusão permite a construção de uma sociedade mais solidária, mais sensível com as dificuldades alheias. Quando falamos da inclusão como uma via de mão dupla, acredito que o maior ganho seja o nosso em conviver com as pessoas com deficiência, aprendendo que a vida está além da aparência, que toda dificuldade pode ser superada quando deixamos o "pré-conceito" e permitimos que a inclusão inicie primeira dentro de nós.

 
Discutimos hoje a inclusão, porém trago este relato para falar de um outro lado da inclusão: não se trata apenas de oportunizar as pessoas com Síndrome de Down a possibilidade de aprenderem a ler. A inclusão permite o direito dessas crianças de correrem pelos pátios das escolas, dividirem seu lanche com outros colegas, repartir, juntar, perder, ganhar, participar das mesmas oportunidades das outras crianças e permitindo que essas crianças se sintam valorizadas e também cidadãs.

Eu participo de uma associação que tem trabalhado as questões de inclusão educacional e no trabalho de pessoas com necessidades especiais. A associação começou com um grupo de pais de crianças com Síndrome de Down e, aos poucos, fomos descobrindo que o problema da inclusão, ou melhor, o problema das muitas exclusões é muito maior do que o universo dessas pessoas. Vivemos num mundo em que vários são os motivos que levam à exclusão: pobreza, raça, cor, sexo. Chegamos a um ponto em que muitas situações chegam à beira do ridículo quando lemos reportagens em famosas revistas de negócios a respeito de critérios de contratação que excluem até aqueles que feios ou gordos.

 
Como pais de crianças especiais Defendemos os mesmos ideais.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome Down, DOMINGOS TIMBÓ, foi convidado pelo Senac a ministrar palestra.



Instituído em 2006, o dia 21 de março foi escolhido como o Dia Internacional da Síndrome de Down. Por que esta data? Porque a Síndrome de Down é definida como acidente genético causado pela alteração de um dos pares de cromossomos da célula humana, o de número 21. Melhor explicando: toda pessoa possui 23 pares de cromossomos, num total de 46. Porém, a pessoa com Síndrome de Down tem 47 cromossomos, por possuir um a mais no “par” número 21 (que, em face disso, passa a ter 3 cromossomos). Assim, fica fácil memorizar o dia 21, do mês 3!


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Desejo que neste final de ano todos nós saibamos reverenciar e comemorar.



Meu grande carinho a todos que visitam este blog. Que nesse Natal todas as suas vontades, sonhos e desejos sejam realizados! Que vocês tenham uma noite de paz, que tenham boas festas juntamente com as pessoas que sempre estão ao seu lado!


Que o 2012 traga a realização de seus sonhos, muitas felicidades e Paz.

Abraços.

Domingos Sávio, Eurenice, Mariana, Marina(SD) e Mateus.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

DOMINGOS TIMBÓ ENCONTRA-SE (12/12/11) NO HOTEL MARINAS COM DEP. FEDERAL ROMÁRIO.


No Encontro falarem de inclusão no mercado de trabalho de pessoas com necessidades especiais.

O Dep. Romário falou da crescente mobilização no Brasil a favor da inclusão de pessoas com necessidades especiais. Isto exige mudanças de atitudes, porém, para que isso aconteça é preciso reconhecer, questionar e romper com preconceitos ainda existentes na sociedade, estimulando o acolhimento e o respeito às crianças e jovens com necessidades especiais. Domingos Timbó convidou Romário para uma visita a sua instituição, Romário falou que na próxima vez que vier a fortaleza, terá o maior prazer. Domingos aproveitou a ocasião para exaltar o trabalho que o Deputado vem desenvolvendo com suas ações em prol das pessoas com deficiência, falou sobre o projeto do Deputado Roberto Cláudio Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceara, para a contratação de jovens com Síndrome de Down dando oportunidades de trabalho para pessoas com necessidades especiais. Neste dia de enorme felicidade quero estar presente, e partilhar com todos. “Disse o deputado

domingo, 4 de dezembro de 2011

Assembleia Legislativa do Estado do Ceara vai firma convênio de trabalho para pessoas com Síndrome de Down.




O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceara, deputado Roberto Cláudio, em conversa com Domingos Timbó vice-presidente da região nordeste da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, vai firmar convênio para a contratação de jovens com Síndrome de Down.

Domingos Timbó já conversou com JÚLIO RAMON SOARES OLIVEIRA, Diretor adjunto-Operacional detalhes do projeto.

1º Encontro Estadual de pais e responsaveis de pessoas com Sindrome Dwon.

No dia 07 de novembro, a Comissão da Infância e Adolescência da Assembleia Legislativa realizou o I Encontro de Pais e Responsáveis por Pessoas com Síndrome de Down. Reuniu pais e responsáveis de pessoas com Síndrome Down, onde buscamos a integração dos mesmos no interesse comum, bem como mostrar suas experiências, dificuldades e aprendizados, neste 1º ENCONTRO seus integrantes deliberaram sobre diversos assuntos: A presidente da Comissão da Infância e Adolescência, deputada Bethrose (PRP), defendeu a educação como principal bandeira para as crianças com Síndrome de Down. Para a parlamentar, essas crianças devem frequentar escolas regulares, e as secretarias de Educação devem realizar um “chamado público” para que os pais matriculem os filhos.

Valdester Cavalcante, cirurgião-cardiopediatra e diretor do Instituto do Coração da Criança e do Adolescente, que atua no Hospital do Coração de Messejana, metade das crianças com Síndrome de Down sofre de cardiopatia congênita – anormalidade na estrutura ou função do coração, que surge nas primeiras oito semanas de gestação quando se forma o coração do bebê. O período da tarde foi reservado aos Trabalhos em Grupo, só com pais (quarenta e dois) e responsáveis, a mesa de honra foi presidida por LIVIA (síndrome Dwon. Relatos da situação das entidades do Estado, a preocupação com o mercado de trabalho, e a profissionalização das pessoas com Síndrome de Down, a identificação dos fatores que dificultam esta profissionalização, a comunicação da escola com os familiares, a interação escola-familia, a falta de informação e capacitação da unidade escolar e seus profissionais no trabalho com a inclusão, a falta de adaptação curricular para um melhor aproveitamento dos/a alunas com Síndrome de Down, o pouco contato da escola com os familiares. Outra questão foi Criar um protocolo de intenções que defina ações de apoio às pessoas com Síndrome de Down no Ceará, e a possibilidade de se realizar um 2º encontro nos meses de março ou abril de 2012.Promoção: Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down – EXISTIR, UNIVERSODWON, MPcD, PRODWON. Representando a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down Domingos Timbó vice-presidente da região nordeste da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Vida, educação, saúde e oportunidades de trabalho são direitos inalienáveis

Em todas as declarações dos direitos humanos desde a Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948, até a Convenção Internacional sobre os direitos das pessoas com deficiência em 2006, existe a figura dos direitos inalienáveis.

Os direitos humanos são as faculdades, liberdades e reivindicações inerentes a cada pessoa unicamente com o fundamento da sua condição humana. É verdade que nem todas as pessoas acreditam que as pessoas com deficiência sejam humanos. Eles tem "características" que fazem deles outros tipos de pessoas.

Vida, educação, saúde e oportunidades de trabalho são direitos inalienáveis : ninguém, sob nenhum pretexto, pode privar outro sujeito desses direitos e independentes de qualquer fator particular : raça, nacionalidade, religião, gênero, orientação sexual e presença de deficiência.

Ninguém, nesse caso, é ninguém mesmo. Nem os pais têm o direito de privar os filhos desses direitos. Nem as próprias pessoas têm o direito de se privar desses direitos.

Mas muitos têm defendido o "direito" de impedir crianças de frequentar escolas, em igualdade de condições com todas as demais crianças. Alegam livre arbítrio dos pais, livre arbítrio dos próprios alunos.

Aliás, diga-se de passagem, o termo livre arbítrio também costuma ser muito mal utilizado, seja na religião, na filosofia e no direito. Virou passe livre para o vale tudo, a justificativa para garantir privilégios e sinecuras, a desculpa para não dar satisfação a ninguém.

Acredito que as pessoas que querem o livro arbítrio de privar os outros dos seus direitos inalienáveis seriam as mesmas capazes de matar seus filhos, em nome da liberdade de escolha (e, na verdade, muitas matam mesmo, basta olhar para o crescimento do número de abortos), afinal, a vida é apenas outro direito inalienável.

Iludem-se achando que estão defendendo um direito, quando estão apenas defendendo um modelo de exploração econômica, uma forma nada sutil de tutela sobre as pessoas com deficiência, um grupo de instituições que se apoderaram do direito de outras.

São essas pessoas que lutam de todas as formas, inclusive a manipulação política por baixo dos panos, para manter seus alunos segregados, seus pacientes cativos e o seu negócio lucrativo.


Inclusão é e sempre será ampla, geral e irrestrita. O que passar disto é discriminação e abuso dos direitos humanos.

Fábio Adiron

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

1º Encontro Estadual de pais e responsaveis de pessoas com Sindrome Dwon.

Deputada BETHROSE presidente da Comissão da Da Infância e Adolescência e Vice-Presidente da Comissão de Educação, convida:Pais e responsáveis para 1º Encontro Estadual de pessoas com Sindrome Dwon.
O objetivo do evento é reunir pais e responsáveis de pessoas com Sindrome Dwon para que, assim, eles possam trocar experiências e adquirir informações vindas de profissionais, que também participarão do encontro.
Realização: Assembléia Legislativa do Estado do Ceará

Promoção: Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down – EXISTIR, UNIVERSODWON, MPcD, PRODWON.

Data: 07 de novembro de 2011
Hora: 09 horas
Local: Assembléia Legislativa do Estado do Ceará
                  Auditórios 1 e 3
                  Av. Desembargador Moreira, 2.807 – Fortaleza-CE
Informações Adicionais:
Telefones: (085) 3277-2741 – 9981-0048 – 9603-8888

sábado, 17 de setembro de 2011

Observa-se, portanto, que apesar dos debates pedagógicos ainda travados a respeito, a educação especial inclusiva é direito fundamental positivado de todas as pessoas com deficiência

O aluno portador de deficiência tem direito de ser inserido em todos os níveis do ensino regular, sendo avaliado não de forma homogeneizada, mas de acordo com suas diferenças e aptidões, assim como com a evolução do conhecimento adquirido a cada nível de ensino [11]. A respeito, esclarece EUGÊNIA FÁVERO que, "mesmo que não consigam aprender todos os conteúdos escolares, há que se garantir (inclusive) aos alunos com severas limitações o direito à convivência na escola, entendida como espaço privilegiado da educação global das novas gerações"

O Atendimento Educacional Especializado (AEE)

De acordo com o novo norte da educação especial, as pessoas portadoras de deficiência (física, mental, intelectual ou sensorial), transtornos globais do desenvolvimento (síndrome de Aspeger, síndrome de Rett, autismo, por exemplo), assim como altas habilidades/superdotação devem ser matriculadas, concomitantemente, no ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), previsto no art. 208, III, da Constituição Federal de 1988 .
O AEEconsiste no conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucionalmente, prestado de forma complementar ou suplementar ao ensino regular, mas nunca substitutiva(art. 1º, § 1º, do Decreto nº 6.571/2008) . Destina-se a oferecer aquilo que há de específico na educação de um aluno com deficiência sem impedi-lo de frequentar, quando em idade própria, ambientes comuns de ensino.
  • Esse atendimento deve ser ofertado no turno oposto ao do ensino regular, quer na própria escola em que o aluno estuda, em outra escola do ensino regular ou em instituição comunitária, confessional ou filantrópica sem fins lucrativos . Todavia, nos termos do art. 208, III, da Constituição Federal, deve ser feito, preferencialmente, na rede regular de ensino.
  • Nas escolas da rede regular, o AEE pode ser feito nas salas de recursos multifuncionais, que são ambientes dotados de equipamentos, mobiliários e materiais didáticos para oferta desse tipo de atendimento, a exemplo dos livros didáticos e paradidáticos em braile, áudio e em Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) [06], laptops com sintetizador de voz e outros equipamentos descritos no § 2º, do Decreto nº 6.571/2008.
    Outrossim, o AEE deve contar com professor específico, atuando conjuntamente com os demais professores do ensino regular. Já no caso dos alunos surdos, deve haver, obrigatoriamente, intérprete de libras nas salas de aula para tradução simultânea do conteúdo repassado.
    Como matérias específicas do AEE, tem-se o ensino da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), ensino da língua portuguesa para surdos, do código braille, de orientação e mobilidade, da utilização do soroban, da educação física adaptada, dentre outras.
    Apesar de sua abrangência, o AEE não é sinônimo de educação especial, mas apenas um dos seus aspectos. Essa abrange, também, outras ações que garantam a educação inclusiva, tais como: a) a formação de professores e demais profissionais da educação para o atendimento educacional inclusivo, que pode ocorrer através das plataformas de educação à distância do Ministério da Educação e Cultura - MEC; e b) a adequação arquitetônica de prédios escolares para acessibilidade 

Antes, a educação das pessoas portadoras de deficiência ficava ao encargo de instituições, escolas ou classes especiais. Hoje, com a nova política de educação inclusiva, deve se dar em todos os níveis do sistema regular de ensino.


Com efeito, diversos documentos internacionais garantem às pessoas com deficiência o direito fundamental de não serem excluídas do ensino regular por motivo de suas deficiências, a exemplo da Convenção de Guatemala de 1999, da Convenção das Pessoas com Deficiência de 2006 e da Convenção de Nova York de 2007.
Essa última, especificamente, passou a viger como norma jurídica interna do ordenamento brasileiro através do Decreto nº 6.949/2009. Com isso, reforçou, em solo pátrio, o direito fundamental das pessoas com deficiência de não serem "excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência" e das crianças com deficiência de não serem "excluídas do ensino primário gratuito e compulsório ou do ensino secundário, sob alegação de deficiência" (art. 24, item 2, "a", do texto da Convenção) 
Ademais, como lei nova, a convenção novaiorquina revogou as disposições em contrário e deu nova interpretação aos arts. 58 e seguintes da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394/90), que falam em educação especial inclusiva "se possível" ou "preferencialmente".

A educação especial inclusiva nas escolas públicas

No que tange ao sistema público de ensino, o Governo Federal presta apoio técnico e financeiropara a implantação das salas multifuncionais de recursos nas escolas públicas (Programa de Implantação das Salas de Recursos Multifuncionais); para a capacitação dos professores, gestores e demais profissionais da educação (Programa Educação Inclusiva); e para adequação arquitetônica dos prédios escolares (Programa Escola Acessível) .
Além disso, quando há matrícula de aluno portador de deficiência na rede regular de ensino e, concomitantemente, no AEE prestado na própria escola, em outra escola pública ou em instituição comunitária, filantrópica ou confessional, o cômputo do coeficiente do FUNDEB é dobrado, conforme o art. 9º-A, do Decreto 6.253/2007.
Isso significa que os Estados, Distrito Federal e Municípios recebem a mais por cada aluno portador de deficiência matriculado em suas respectivas rede de ensino, que frequente o AEE [09]. Sem falar nas verbas específicas para acessibilidade e para implantação de sala de recursos direcionadas pelo MEC.
Por consequência, não se justifica a rotineira desculpa de que a rede pública de ensino não tem condições de receber alunos portadores de deficiências, por faltar-lhe recursos para as adaptações necessárias.
Cuida-se de dever legalmente imposto, consistindo crime, nos termos do art. 8º, I, da Lei nº 7.853/89, punível com 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, a ação do agente responsável que "recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, por motivos derivados da deficiência que porta".

A educação especial nas escolas privadas


As escolas particulares exercem função sujeita à autorização e à fiscalização pelo Poder Público no que se refere ao cumprimento das normas gerais da educação nacional (art. 209, da Constituição Federal). Em face disso, possuem as mesmas obrigações impostas à rede pública de ensino pela política nacional de educação inclusiva adotada pelo Estado brasileiro.
Sem falar que o direito das pessoas com deficiência à educação inclusiva se impõe, plenamente, nas relações entre particulares, à vista da denominada eficácia horizontal dos direitos fundamentais (Drittwirkung).
Nessa perspectiva, as escolas particulares devem possuir acessibilidade arquitetônica, disponibilizar intérpretes para alunos surdos, material pedagógico em braille para os alunos cegos, assim como outros instrumentos do AEE, sem que haja cobrança de taxa adicional [10]. Ademais, seus dirigentes não podem recusar matrícula por motivo de deficiência, sob pena de crime (art. 8º, I, da Lei nº 7.853/89).
Como consequência, uma escola privada só pode ser autorizada a funcionar ou a continuar funcionando pelos respectivos Conselhos de Educação quando atenda às normas de acessibilidade como um todo.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Escola deve estar atenta às diferenças

publicado no Jornal O POVO

http://www.opovo.com.br/app/opovo/fortaleza/2011/08/09/noticiafortalezajornal,2277344/escola-deve-estar-atenta-as-diferencas.shtml

“A sociedade é que tem que se preparar para entender que a diferença existe e que a gente tem que viver com ela”. E ressalta o respeito aos limites de aprendizado da criança que tem algum tipo de deficiência. “É preciso acreditar nas reais potencialidades de seus filhos”.
Para o vice-presidente da Federação Nacional das Associações de Síndrome de Down no Nordeste, Domingos Timbó, não são os deficientes que precisam ser preparados para a escola regular.

A participação familiar é outro destaque nesse processo educacional. “Não dá para fazer um trabalho isolado. A escola deve ter uma profunda comunicação com os pais”. Além disso, o suporte psicológico também se faz essencial. “A escola tem que buscar recursos técnicos para conseguir cumprir a sua escolha. Quanto mais se conhece, mas é possível cuidar”.

“Toda forma de exclusão é resultado de uma incompetência técnica da escola que não sabe encontrar respostas para as dificuldades no processo de educação”, afirma o presidente do Conselho Estadual de Educação, Edgar Linhares.

Para ele, a escola deve estar atenta às singularidades dos alunos e suas demandas. “Cada criança exige um tipo de aprendizagem. A escola não pode desistir de buscar uma solução de ensino”, destaca.




Longo caminho a percorrer

publicado no Jornal O POVO no dia 09 de Agosto 2011

http://www.opovo.com.br/app/opovo/fortaleza/2011/08/09/noticiafortalezajornal,2277341/longo-caminho-a-percorrer.shtml

A escola é um mundo cheio de possibilidades para Marina Timbó, 12. Lá ela fez amigos, aprendeu a ler, escrever e gostar de matemática. Em casa, faz os deveres com capricho e nas horas vagas costuma navegar na Internet, onde bate papo com os amigos. Vive experiências e aprendizados semelhantes às de outras crianças na sua idade, mas é diferente, tem síndrome de Down.

O desafio da alfabetização, a menina já superou. A luta é para continuar avançando nos estudos de acordo com os seus limites. “Muitas vezes, a escola finge que ensina e os pais fingem que seus filhos estão aprendendo”, comenta a mãe, Eurenilce Timbó.

Desde 1989, a lei diz que toda criança com deficiência tem direito à escola regular. Por falta de formação profissional ou interesse, a escola não pode tornar o aprendizado um obstáculo ainda maior para crianças com deficiência. Na prática, algumas escolas particulares teimam em não aprender essa matéria.

Falta planejamento pedagógico para tratar as singularidades que todo aluno emana. Os pais de Marina sabem a dificuldade de incluir a filha em uma escola regular. Foi quando a menina saiu da educação infantil e partiu rumo ao ensino fundamental que os limites da inclusão educacional foram postos à prova. “Muitas escolas alegaram que não estavam prontas para recebê-la”.

A grande dificuldade dos educadores é aceitar os limites, explorar as potencialidades e garantir que o aprendizado da criança com alguma deficiência seja um processo contínuo. Para a psicopedagoga Cris Couto, as instituições de ensino não estão preparadas para a inclusão. “Algumas escolas estão começando a entender a necessidade e tentando se adaptar, mas ainda falta programa de inclusão específico para cada série”.

A pós-alfabetização costuma ser o período mais crítico para a permanência dos alunos com deficiência. “No ensino infantil, as escolas conseguem seguir com a proposta educacional baseada na socialização. Só que quando chega ao ensino fundamental e médio, surgem novas complexidades. A didática pedagógica não dá conta”.

Além disso, a estrutura física não contribui, a formação dos professores se mostra insuficiente, o excesso de alunos em sala atrapalha e o preconceito aumenta por parte de alguns pais que acreditam que o rendimento dos demais alunos será prejudicado.

Quando a dona de casa Neide Aparecida Dias Nogueira, 47, se mudou para Fortaleza com a família, acabou tendo que fazer uma verdadeira peregrinação para matricular Isabel, 12, na escola regular. Mesmo cursando a quarta série, o processo de alfabetização ainda não foi concluído. “Ela lê sílabas, mas não está totalmente alfabetizada”, pondera a mãe.

O receio é com o futuro educacional. “Tem pessoas com deficiência que chegaram à faculdade, mas não sei como vai ser com minha filha. Não sou eu quem determino. Tudo deve ser de acordo com o limite dela. A Isabel vai se destacando nas situações que aparecem”.

ENTENDA A NOTÍCIA

Crianças com deficiência, física ou cognitiva, ainda sofrem para ter acesso à educação de qualidade. Depois de alfabetizadas, fica mais difícil encontrar escolas privadas dispostas a oferecer plano pedagógico adequado.

SAIBA MAIS

Bastidores

O tema sobre inclusão educacional não é fácil de ser debatido entre as escolas particulares. O POVO tentou conversar com outras grandes escolas da Capital, mas não obteve retorno. Uma delas, chegou a admitir que não gostaria de ter o nome da escola atrelado ao tema.

Lei 7853/89 estabelece normas gerais que asseguram o pleno exercício dos direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de deficiências, e sua efetiva integração social. Em seu artigo segundo, trata sobre a inclusão no sistema educacional, da educação especial; a inserção das escolas especiais na rede pública e privada; além da oferta gratuita e obrigatória da educação especial na rede pública.

Desafio pedagógico

Professores aprendem inclusão educacional na prática. Assunto é pouco abordado na graduação.


Escola deve estar atenta às diferenças

Publicado no Jornal O POVO no dia 09 Agosto 2011

http://www.opovo.com.br/app/opovo/fortaleza/2011/08/09/noticiafortalezajornal,2277344/escola-deve-estar-atenta-as-diferencas.shtml

Para o vice-presidente da Federação Nacional das Associações de Síndrome de Down no Nordeste, Domingos Timbó, não são os deficientes que precisam ser preparados para a escola regular.

“A sociedade é que tem que se preparar para entender que a diferença existe e que a gente tem que viver com ela”. E ressalta o respeito aos limites de aprendizado da criança que tem algum tipo de deficiência. “É preciso acreditar nas reais potencialidades de seus filhos”.

A participação familiar é outro destaque nesse processo educacional. “Não dá para fazer um trabalho isolado. A escola deve ter uma profunda comunicação com os pais”. Além disso, o suporte psicológico também se faz essencial. “A escola tem que buscar recursos técnicos para conseguir cumprir a sua escolha. Quanto mais se conhece, mas é possível cuidar”.

“Toda forma de exclusão é resultado de uma incompetência técnica da escola que não sabe encontrar respostas para as dificuldades no processo de educação”, afirma o presidente do Conselho Estadual de Educação, Edgar Linhares.

Para ele, a escola deve estar atenta às singularidades dos alunos e suas demandas. “Cada criança exige um tipo de aprendizagem. A escola não pode desistir de buscar uma solução de ensino”, destaca.




segunda-feira, 18 de julho de 2011

HISTÓRIA DO NASCIMENTO DE UMA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN E DO NASCIMENTO DE UMA ASSOCIAÇÃO.

Assim que nasceu a nossa segunda filha, Marina Maria, a inesperada notícia causou em mim uma profunda tristeza. Uma hora depois de seu nascimento o médico chamou-me e  disse que minha filha tinha nascido com os olhos um pouco puxados e que poderia ser uma criança com síndrome de Down. Pedi a ele que explicasse melhor,pois não é fácil compreender o nascimento da minha filha com Síndrome de Down. Sem saber até então o porquê, recebi assim a queima-roupa, essa notícia. Chorei, chorei muito. Não dava vontade de parar, fiquei desesperado sem saber o que pensar, passei duas noites tentando dormir, mas não tinha vontade. Após esses dias agitados, minha primeira reação foi: Por que essa anomalia aconteceu conosco? Uma família feliz, cristã, que acredita em Deus!

            Já no quarto do hospital, Marina veio para junto da mãe, era bem pequena e com a carinha bem bonitinha. Eurenice, minha esposa, não sabia quase nada sobre  crianças com Síndrome de Down, sabia apenas que essas crianças  tinham os olhos puxados! Depois dos três dias ficou sabendo que era o mesmo que Mongoloide e vieram as perguntas. Falei a ela que Marina tem um probleminha e terá um desenvolvimento um pouquinho lento. Precisará de certos tratamentos e demorará a engatinhar,a andar e a falar.

            A médica disse que Marina estava bem aparentemente, mas recomendava a realização do Ecocardiograma. Levamos Marina para fazer os exames e foi um momento de muita ansiedade. Quando saiu o resultado, estávamos juntos no hospital, ainda conversávamos sobre a possibilidade do resultado não apresentar a síndrome. Porém, foi constatado uma anomalia e que o coração não estava muito bem, faltava uma válvula e a que tinha estava solta e não estava fisiologicamente funcionando.

          O médico apresentou as explicações necessárias, já não chorava muito! Por que a primeira semana foi de muito choro e agora, que sabia o que minha filha sentia, não havia razões para chorar. Após aquela semana, chorei normalmente de emoção, quando tomava conhecimento das grandes conquistas e das realizações de pessoas com Síndrome de Down.

        Voltamos à nossa casa e demos início a caminhada em busca de explicações, principalmente de soluções. Esta foi uma etapa muito importante, porque começavam a acontecer coisas inesperadas, visto que encontramos muitas pessoas dispostas a ajudar.

 
            Imediatamente fomos em busca de ajuda. Conversamos com muitos pais que passaram pela mesma experiência. Coletamos informações, fizemos pesquisas, ouvimos muitos especialistas... e com muito entusiasmo,  começamos a realizar o trabalho de estimulação com a pequena Marina Maria.

            E, assim, dedicamos uma boa parte de nosso tempo a nossa filha, descobrimos o verdadeiro milagre que estava acontecendo diante de nossos olhos. Era o milagre da vida. Sim, o milagre da vida, porque tantos são os pais que lamentam a morte precoce de um filho recém-nascido e muito outros passam a vida toda desejando ardentemente o milagre do nascimento de um filho que jamais virá.

            Com Marina descobrimos também o milagre da aprendizagem. Enquanto ela aprende a superar as suas limitações, nós, seus pais, estamos aprendendo o novo significado da vida.

            Cuidar de Marina não é mais difícil do que cuidar de  Mariana, é apenas diferente, nós temos que fazer tudo  o que fizemos com a Mariana e acrescentar o mais: mais atenção, mais dedicação, mais cuidado, mais informações, mais, mais,mais.. Hoje, podemos dizer que somos agradecidos a Deus por termos em nossa família esse ser tão especial, nossa Marina .

            Uma das grandes lições que tirei desta experiência maravilhosa foi aprender a entender alguns sinais que aparecem na vida,uma vez que nem sempre  estamos atento o suficiente para decifrá-lo.

            Com o nascimento da Marina, fomos percebendo mais claramente que as pessoas resolvem mais facilmente seus problemas quando se ajudam mutuamente. Assim, no ano de 2001, iniciamos um movimento associativo, constituído de pais e de profissionais especializados, para oferecer apoio e propagar a ideia de que uma atitude positiva dos pais em relação à criança com Síndrome de Down (SD), aumentando as possibilidades para desenvolver melhor o seu potencial e, consequentemente, integrar-se melhor na comunidade escolar e na sociedade. Daí nasceu  em 2004 a "Associação Inclusiva de Fortaleza-Existir".

            O ponto de partida de todo trabalho bem-sucedido com a criança com Síndrome de Down é a família.

            Portanto, é preciso, antes de tudo, concentrar as atenções nos pais da criança, levando informações, esclarecendo suas dúvidas, enfim, capacitando-os a estimularem adequadamente o seu filho. É necessário fortalecer a autoconfiança dos pais e infundir-lhe a crença de que é possível ir além das expectativas iniciais em relação ao seu filho.

     O fato de ter um filho(a) com SD não pode ser motivo de angústia nem de incapacidade em relação à vida. Ao contrário, é uma forte razão para demonstrar a todos o poder do otimismo, da fé e da esperança.

            Baseada nessa crença, a "Associação Inclusiva de Fortaleza-Existir" haverá de continuar o seu trabalho, procurando amparar e fortalecer a família em todas as circunstâncias, não apenas no momento do nascimento, mas por toda a vida. Com compreensão, aceitação, confiança em Deus e em nós mesmos, estaremos preparando melhor os pais para lidarem com seus filhos e, consequentemente, criando pessoas com SD mais integradas e felizes.
           
            Como membro e fundador da "Associação Inclusiva de Fortaleza - Existir", aprendi e cresci muito. Todavia, isso não teria acontecido se não tivéssemos acolhido amado e olhando com um olhar diferente, não a Síndrome de Down, mas nossa querida filha Marina.
           Acho que muita coisa que faço hoje, próxima do social, foi Marina quem me trouxe. Ela me deu uma outra compreensão da vida, outra maneira de eu ver a humanidade, de me situar, de ver outras anomalias. A gente teve o direito a frequentar um outro universo que se eu tivesse ficado no mundo dos "normais" eu não teria conhecido. Comecei a ver que ela tem capacidades incríveis que os outros, ditos normais, não tem. Ela tem a normalidade dela.
             Na realidade, hoje eu tenho a impressão que a gente teve uma sorte imensa de ter tido um anjo que chegou na nossa casa.
           As pessoas que o aceitam, e se dão para ela, ele retribui. Mas as pessoas que não se aproximam dela, ele não se incomoda em saber.
      Agora que faço o balanço desses sete anos dedicados à "Associação Inclusiva de Fortaleza-Existir" percebo como foi gratificante essa caminhada: fiz muitas amizades, conheci pessoas maravilhosas, vi muitos rostos de pais desesperançosos se transformarem em fisionomias alegres e cheias de esperança.

            Agradeço a Deus pela nossa Marina Maria, uma menina afetuosa, alegre, feliz e sempre cheia de amor pelos que o cercam. Com Marina a cada dia que passa temos aprendido valiosas lições de vida. Enfim, agradeço a Deus pela família, pelos amigos que tenho e pelas pessoas que sempre estiveram junto comigo nessa gratificante jornada

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Arraial agita o Espaço na sede da ASSOCIÃÇÃO EXISTIR

O Arraial Síndrome de Down foi recheado de muita comida típica e animação. Comemorando o São João DOWN, a Associação Inclusiva de Fortaleza (EXISTIR) organizou uma festança ao som de muito forró.

Ao todo, cerca de 36 meninos e meninas crianças e adolescentes com Síndrome de Down participaram da festa junina, canjica, pamonha, milho verde, tapioca, bolo de macaxeira e tudo o que uma boa festa de São João tem direito, todos puderam saborear as delícias regionais.


Domingos Timbó pai de uma criança com Sindrome de Down e fundador da ASSOCIÃÇÃO EXISTIR e vice-presidente da região nordeste da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down,  orgulhoso da evolução do projeto, assistiu e participou emocionado ao lado da filha Marina Maria que tem Síndrome de Down( 13 anos) e de sua esposa Eurenice.

A coordenadora do Projeto Dra. Claudia, também bastante satisfeita com a festa e com a oportunidade de proporcionar alegria e diversão a todas as crianças com Síndrome de Down. " Aqui fazemos tudo de coração. Feliz São João Down para todos", finalizou DOMINGOS TIMBO.















               Feliz São João Down para todos 

domingo, 15 de maio de 2011

Em Fortaleza, apenas 2.600 alunos com necessidades especiais estão matriculados nas 461 escolas públicas

Palestras, seminários, congressos e debates, na teoria, a sociedade é ciente das dificuldades quando o assunto é inclusão de pessoas com deficiência nas escolas. Para se ter uma ideia da realidade, segundo dados do Senso Escolar 2010, dos 707 mil 251 estudantes matriculados na rede estadual e municipal de ensino do Ceará, incluindo Capital e Interior, apenas 24 mil 435 são crianças e jovens com deficiência, o que representa apenas 3,46% do total de alunos.

Na manhã de ontem, 10 de maio de 2011 o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com deficiência do Estado do Ceará (Cedef), vinculado a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus), promoveu, evento para debater a proposta de educação inclusiva baseando-se na Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência. O objetivo do encontro com mais de 60 entidades, foi realizar um diagnóstico da realidade atual no Ceará para implementar novas práticas na área da educação inclusiva.

Pesquisa

Atualmente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ceará está entre os cinco estados do País com maior ocorrência de pessoas com deficiência (17,34% da população) e Fortaleza possui 292 mil pessoas, destes, apenas 2.600 estão matriculados na rede municipal de ensino. Mas, muitas vezes, as dificuldades de inclusão começam dentro de casa.

O estudante Tiago Márcio Sales, 25 anos, aos 17, sofreu um acidente grave de moto e depois de 29 dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ficou com o lado esquerdo do corpo paralisado.

Mesmo sofrendo preconceito por parte de sua família, que não acreditava que ele poderia ser incluido novamente na sociedade, Sales voltou a estudar, concluiu o ensino Médio em uma classe regular de uma escola municipal e fez cursos de extensão na área da engenharia elétrica. Hoje, faz parte de movimentos à favor da inclusão de pessoas com deficiência na escola. "Eu nunca desisti de mim mesmo, pois apesar de todas as dificuldades, barreiras físicas e sociais, eu acreditei da minha capacidade. A política de inclusão é essência para o desenvolvimento da aprendizagem da pessoa com deficiência", ressalta.

Para Antônio Alves Ferreira, presidente do Cedef, a educação inclusiva é fundamental, contudo tão importante quanto, é sair do alvo teórico das discussões e ir para a prática. "Estamos reunidos não somente para debater, mas para procurar soluções e estabelecer metas", garante.

Da mesma opinião partilha a defensora pública Amália Rocha, assessora do gabinete da secretária da Justiça. Conforme ela, a palavra de ordem da Secretaria é efetividade. "Exercer o direito da pessoa com deficiência não é fácil, nem rápido, mas é uma luta constante e só se conquista no exercício do dia a dia. Momentos como esse são importantes para esclarecer dúvidas e pensar em estratégias", afirma. Amália Rocha.

DIREITOS
Secretarias se unem a favor da inclusão

Salas com recursos multifuncionais, livros em braile, cadeiras especiais, equipamentos auditivos. Sonho? Não, realidade. As secretarias da Educação do Ceará (Seduc), Municipal de Educação (SME) e a Universidade Federal do Ceará (UFC) estão realizando ações efetivas para garantir os direitos educacionais das pessoas com deficiência.

No ano passado, a Seduc criou o Centro de Atendimento Educacional Especializado do Estado do Ceará (Creaece). A unidade educacional, que funciona no prédio do Instituto de Educação do Ceará, reúne todas os serviços de apoio as diversas áreas de educação especial.

Segundo Gewada Weyne Linhares, assessora técnica da Coordenação de Diversidade e Inclusão da Seduc, o objetivo do Centro de Atendimento é gerar, socializar e aplicar o desenvolvimento de suas ações em todo o Estado, através do atendimento educacional especializado, da produção de material didático/pedagógico, apoio pedagógico específico e a formação de professores, pais e alunos.

Ainda de acordo com ela, até o fim de 2011, o Centro de Atendimento pretende capacitar mais de 8 mil pessoas da Capital e do Interior do Estado. "O Creaece foi implantado para constituir numa ação política pública integrada, em todas as esferas administrativas governamental, contando com a parceria das instituições públicas e privadas e a comunidade".

Uma outra ação realizada, que está sendo realizada pela SME em parceria com a Seduc e a UFC, é o Programa de Implantação de Salas de Recursos Multifuncionais, apoio à oferta de Atendimento Educacional Especializado (AEE). As salas disponibilizam mobiliários, materiais didático-pedagógicos, equipamentos de informática e outros recursos de acessibilidade.

Na rede estadual de ensino 200 escolas possuem esse recuso e na rede municipal já são 166 instituições. Segundo Rita Vieira, professora da Faculdade de Educação da UFC e coordenadora do curso de Formação de Professores em AEE, somente este ano, cerca de 3.500 professores da rede estadual e municipal de ensino estão sendo capacitados para atuarem nas Salas de Recursos Multifuncionais.

"A ideia é que as crianças e jovens com deficiência possam desenvolver suas capacidades cognitivas e motoras com recursos especiais durante o contra turno da escola. Assim, é possível eliminar várias barreiras de aprendizagens", ressalta a professora da UFC.

KARLA CAMILA
ESPECIAL PARA CIDADE